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Como ler os rótulos dos vinhos franceses

Os rótulos dos vinhos franceses podem ser um pouco complicados de ler para quem não tem familiaridade. bDe um lado, há a barreira linguística, do outro o em...

Como ler os rótulos dos vinhos franceses
Como ler os rótulos dos vinhos franceses (Foto: Reprodução)

Os rótulos dos vinhos franceses podem ser um pouco complicados de ler para quem não tem familiaridade. bDe um lado, há a barreira linguística, do outro o emprego de algumas palavras técnicas do setor como blanc de blancs ou cuvée, só para citar dois exemplos. Aprender alguns conceitos, porém, torna tudo mais fácil. Veja a seguir. Vinhos do Novo Mundo X vinhos da França Primeiro é necessário apontar uma diferença. Os rótulos dos vinhos franceses dão enfoque a informações distintas em relação aos dos Novo Mundo. Vinho de Argentina, Chile, Uruguai, África do Sul e Nova Zelândia – alguns dos principais países do Novo Mundo – costumam destacar na etiqueta a uva: por isso, Malbec, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Chardonnay etc. é a primeira coisa que salta aos olhos. Foi a estratégia de marketing que as vinícolas encontraram para se diferenciar dos vinhos do Velho Mundo, que inclui a França, onde o local de produção e o próprio produtor são mais importantes do que a uva. Vinhos do Novo Mundo costumam dar ênfase à uva. Divulgação. Isso porque um tinto da Borgonha é certamente elaborado com a uva Pinot Noir, enquanto um branco é feito com a uva Chardonnay. O que interessa mais ao enófilo é de qual vinhedo provêm os frutos e quem elaborou o vinho. Em Champagne, apenas poucas variedades são permitidas pela legislação, portanto o nome da maison é a informação mais relevante para o consumidor; já em Bordeaux, os tintos são blends de um punhado de castas, mas o que importa mais é o nome do château e o terroir. O que significam as palavras nos rótulos dos vinhos franceses O glossário a seguir é essencial para não ficar perdido diante da prateleira do supermercado - AOP, AOC, IGP, Vin de France: Appellation d’Origine Protégée (AOP) e Appellation d'Origine Contrôlée (AOC) são as denominações que ficam no topo da classificação dos vinhos franceses: AOC é o termo da legislação francesa, enquanto AOP se refere à normativa europeia, mas possuem significado equivalente. A categoria IGP (Indication Geographique Protégée) possui regras um pouco menos rígidas que AOC – essa classificação é equivalente à IGT (Indicazione geográfica Tipica) que você encontra nos vinhos da Itália. Por fim, Vin de France se refere a rótulos que podem vir de qualquer lugar da França ou que são blends de diferentes regiões. É a classificação mais baixa da pirâmide. - Blanc de Blancs: significa, literalmente, um “branco de brancas”, ou seja, indica champanhes e espumantes brancos elaborados apenas com uvas brancas, como um Champagne produzido 100% com a uva Chardonnay. Pode parecer uma obviedade, mas é possível produzir vinhos brancos a partir de uvas tintas – veja o próximo verbete. - Blanc de Noir: quer dizer “branco de pretas” e refere-se aos vinhos brancos produzidos com uvas tintas, como um champanhe branco elaborado com a uva Pinot Noir. Quer saber mais? Entenda as diferenças entre blanc de blancs e blanc de noirs. Mandois Blanc de Noirs é um Champagne branco produzido com uvas tintas. Divulgação. - Brut, Sec, Demi-Sec, Doux: esses termos indicam o grau de doçura de um vinho do mais seco ao mais doce; há ainda o Nature, o mais seco de todos. - Cru: é um vinho produzido com uvas de um vinhedo especial. Quando as uvas provêm de um cru, o nome do vinhedo é indicado no rótulo. Nesse caso, você está tomando um vinho de altíssima qualidade. - Cuvée: indica um blend específico ou um lote especial; é bastante usado nos Champagnes. - Château/Domaine: literalmente significa “domínio” ou “propriedade” e indica uma vinícola com vinhedos próprios. Château quer dizer “castelo” e é um termo usado especialmente pelas vinícolas de Bordeaux. - Grand Cru: classificação usada na Borgonha e em Champagne para definir os melhores vinhedos e, por consequência, os melhores vinhos; já, em Bordeaux, indica as melhores vinícolas; logo abaixo vem a classificação Premier Cru. Em ambos os casos são rótulos de altíssima qualidade. - Millésime: é equivalente a “safrado” e é um termo muito usado para indicar os champanhes produzidos com uvas de uma única safra. Na Itália, esse tipo de espumante especial é identificado com o termo “millesimato”. - Mis en bouteille au château/domaine: engarrafado na vinícola, ou seja, as uvas são da própria vinícola e não de terceiros. Geralmente, é indicador de maior qualidade do vinho, pois tendencialmente as uvas foram vinificadas mais rapidamente, após a colheita. - Supérieur: termo usado em Bordeaux para descrever rótulos com teor alcoólico maior e tempo de envelhecimento mais longo do que a versão base do mesmo vinho. - Sur Lie: ou “sobre as leveduras” é um vinho que passou um período em contato com as leveduras mortas antes de ser engarrafado: esse processo aumenta a complexidade de aromas e sabores, e acrescenta textura e cremosidade à bebida final. - Vieille Vignes (vinhas velhas): termo que indica que as uvas foram colhidas de vinhedos antigos. A legislação não regulamenta a idade das vinhas, mas geralmente são assim consideradas as acima de 30 anos. Vinhas mais antigas possuem rendimento menor e maior qualidade. Onde comprar vinhos franceses Se você é pessoa física, o e-commerce da Grande Adega é perfeito para adquirir os melhores rótulos das regiões vitivinícolas mais importantes da França. 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